quarta-feira, 9 de maio de 2018

Estudo sobre Missões



MISSIONÁRIO

FUNÇÃO

E

AÇÃO
Abril
2018



CPU- Curso Preparatório para Unção
Criador do fascículo: Professor  Pr. Dr. Jacinto Mbongui João – JBJ



Todos os direitos reservados, missionário, função e ação. O uso é permitido, desde que seja citada a fonte.









Doutor JACINTO, JBJ. Missionário, função e ação. A titulo de discussão para a turma de CPU- Curso Preparatório para Unção. Turma 2018 Anápolis.









Para contatos:
(62) 98157- 6023
Boog: Pensador JBJ

                                                                                 Missionário, função e ação.




Direção – Pr. Lindomar 
 Fundador – Bispo Vanderlei Santana
Presidente Pr. Micael Santana. 
                                                                             Missionário, função e ação.

Samário

Capitulo um
Introdução

1.      Missionário
1.1 Etimologia da palavra missionária
1.2 Definições

Capitulo dois
2.      Função do Missionário
2.1 Definição
2.2 Alguns motivos errados em se tornar um missionário podem ser
2.3 Alguns motivos corretos

Capitulo três

3.      Ação do missionário
3.1 Ações do missionário devem estar palpadas em ter
      3.2 O missionário deve ser

      Conclusão

INTRODUÇÃO


A missão  é uma doutrina bíblica destinada a propagarem dos princípios do Cristianismo. Entre os povos não monoteístas. Esta ordem se basear-se em princípios da teologia cristã e em imitação do ministério de Jesus Cristo e em cumprimento do mandamento que deu aos seus apóstolos para pregarem o Evangelho pelo mundo. Mas, além de ser um ministério da palavra, a missão se estrutura ou insere em comunidades estáveis e procuram integrar, com maior ou menor sucesso, os princípios cristãos com a realidade de vida dos povos em que se implantam. Dessa forma, ultrapassam a esfera religiosa e assumem uma dimensão social, econômica, educativa, assistencial e, muitas vezes, também artística e cultural.   
O primeiro grande missionário foi Paulo de Tarso, que contextualizou a doutrina de Cristo para um público greco-romano, permitindo que ela transcendesse suas raízes judaicas. Desde então, seu exemplo foi seguido por um sem-número de outros religiosos ao longo dos séculos, mas, historicamente, muitas missões exerceram um impacto cultural destrutivo sobre os povos evangelizados, suprimindo ou transformando radicalmente suas culturas originais. Justamente por isso, muitas delas encontraram forte resistência, dando origem a revoltas sangrentas onde muitos perderam suas vidas. Dentre as missões historicamente mais importantes, estão as que evangélicos fundaram nas Américas, convertendo os povos por toda parte do mundo em massa e dando origem a uma rica cultura sincrética, onde, no entanto, as tradições ímpias acabaram se perdendo em larga medida.
Modernamente, as missões já não tendem a impor sua visão sobre as culturas nativas, mas, antes, procuram apresentar-lhes os princípios cristãos de forma compreensível para que os indivíduos possam ter uma nova opção e escolher sua crença com maior consciência e engajamento. As atuais missões dirigem boa parte de seus esforços para que se formem lideranças locais que conduzam suas comunidades para um desenvolvimento ao longo de linhas autodeterminadas, autossustentadas e em integração com seus contextos regionais ou nacionais. Com a crescente valorização recente das culturas tradicionais, as missões religiosas, muitas vezes, tem sido objeto de crítica por sua presença invariavelmente introduzir mudanças nas estruturas sociais pré-existentes. Por outro lado, sua ação assistencial e organizadora pode ser útil em regiões afligidas por conflitos militares e/ou fome e pobreza.

1.      Missionário

Etimologia da palavra missionária

No Dicionário da Língua Portuguesa, missionário significa "pregador de missão cristã". É uma palavra que designa, em geral, uma pessoa comissionada e enviada com alguns encargos, especialmente cristã. Equivale ao mesmo que mensageiro. A palavra "missionário", deriva do latim, tem o mesmo sentido básico do termo grego "apóstolo" (enviado). Em termos bíblicos, "é ser chamado, escolhido, separado e preparado por Deus para levar a mensagem do Evangelho" . É ter o privilégio (dever) de poder levar "Pão" aos que têm fome e "Água" aos que têm sede de ouvir a Palavra de Deus (Am 8.11). Missionário é toda pessoa que está empenhada com o anúncio do Evangelho. É o agente autorizado da Igreja e por ela enviado a proclamar a mensagem do Evangelho.
Definições
 Missionário é aquele que é chamado por Jesus Cristo por meio do anuncia o Evangelho, ou por através de uma experiência pessoal onde ele ouvi o chamado de Deus. Por sua vez tornar-se testemunho de Jesus Cristo.
Missionário é aquele que está disposto a sair, lançar-se em terras estranhas e como também sair do seu lugar de conforto e  abrir veredas novas no deserto ou na selva; mas é também aquele que se dispõe a ficar, convertendo-se em presença viva e atuante em cada dor humana e em todos os porões de sofrimento. Isto depois que ele ouviu a voz de Deus.
Missionário é aquele que, por seus feitos e dedicação, ganha imagens impressas e coloridas, fixadas em profusão nas paredes de templos e casas; mas é também aquele que, desconhecido e silencioso, oferece no altar do anonimato sua vida e suas forças. Isto depois de a certeza do chamado missionário.
Missionário é aquele cuja voz e ação entusiasma e congrega ao seu redor multidões; mas é também aquele que, caso a caso, faz-se o companheiro mudo de cada solidão, saudades, o refúgio e bálsamo para o abandono e a exclusão.
Missionário é aquele cuja face divino-humana espelha os traços de um Deus pai e mãe, cheio de amor, misericórdia e compaixão; mas é também aquele em cujo rosto humano-divino; imprimem-se as angústias e esperanças dos pobres.
Missionário é aquele que sobe à montanha, onde reza e se deixa interpelar pela presença do Pai; mas é também aquele que desce à rua e aos campos e, no contato vivo com mulheres e homens desfigurados, questiona e pugna por uma sociedade justa e solidária.
Missionário é aquele que é humano. 

Função do Missionário

A função do missionário de todos os cristãos, porém cada um na sua área de atuação. Não existem classes de cristãos, existem cristãos com vocações distintas. Mas essas distinções não os distinguem em grau de importância. O missionário local plantador de igrejas em meio os lugares não alcançados é tão relevante que o missionário é pedreiro, médico, vendedor, pastor ou engenheiro, em meio a comunidades já ‘alcançadas’.
Todos missionários estamos amparados pelo comando de Atos 1:8 (‘e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra’). Sendo assim, a vida integral em Cristo vale a pena porque apenas nela encontramos sentido (direção) e significado (propósito) para nossa humanidade.” O papel do missionário é levar outros a conhecer a Cristo através de seu exemplo de vida, de suas atitudes, de suas ações e de suas palavras. É promover a entrosagem do novo-crente em uma igreja local. Se não houver uma, será imprescindível plantar uma congregação. O missionário deve ser uma pessoa que tem conhecimento da palavra de Deus, que medita de na sagrada escrituras todos os dias e tem uma vida de oração, visão, sensibilidade, compreensão, perseverança, coragem, compromisso a se comunicar da melhor maneira possível e dedicação ao estudo das Escrituras, indispensavelmente. Preciso abrir aqui um parêntese. Muitos missionários têm sofrido da síndrome da cobrança. Sentem-se na obrigação de produzir muito fruto e mostrar muito trabalho para justificar as contribuições financeiras que têm recebido. Isto não pode acontecer. Todo missionário deve trabalhar sabendo que acima de tudo vai prestar contas a Deus pelo trabalho realizado por suas mãos aqui na Terra. Nunca se deve trabalhar no campo por pressão alguma, mas por amor e vocação.
Alguns motivos errados em se tornar um missionário podem ser:

1. O desejo de ser admirado e louvado por outros;
2. A busca por "auto-realização", sem levar em consideração o esvaziar-se a si mesmo (Fp 2.5-7);
3. A busca por aventura e excitação;
4. A ambição em expandir a glória e influência de uma igreja ou denominação em particular, ou mesmo de um país;
5. A fuga das situações desagradáveis do lar;
6. A esperança de sucesso profissional após um curto período de serviço missionário;
7. A culpa e o anseio pela paz com Deus por meio do serviço missionário.
8. O desejo de ser famoso “ conhecidos por todos.
9. O desejo de ser um de conhecer outros pais outras da missão.
10. O desejo de auto sustento.

 Alguns motivos corretos para missões são:

1. O desejo de que Deus seja adorado e sua glória conhecida entre todos os povos da Terra;
2. O desejo de obedecer a Deus por amor e gratidão, por meio do cumprimento da Comissão de Cristo: "Ide e fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28.19);
3. O desejo ardente de usar todos os meios legítimos para salvar os perdidos e ganhar não-crentes para a fé em Cristo;
4. A preocupação de que igrejas cresçam e se multipliquem e de que o reino de Cristo seja estendido por meio de palavras e ações que proclamem a compaixão e a justiça de Cristo a um mundo de sofrimento e injustiça
Ação do Missionário

Na igreja Cristã, para que se possa atuar como missionário é necessário o preenchimento de algumas condições, de acordo com a situação em causa, por isso a motivação para uma atividade como missionário é o desejo de ser um enviado na transmissão de crenças religiosas (evangelização). Outra motivação pode ser o amor ao próximo e vontade de suprir as carências de infraestruturas adequadas no pais local. Por essa razão, as organizações missionárias enviam frequentemente pessoal qualificado para as missões, por exemplo; médicos, enfermeiros, técnicos especializados, professores (nomeadamente em áreas como a agronomia, a medicina e a teologia).Frequentemente trabalham, juntas no mesmo projeto, igrejas, ou outras organizações de países ricos e pobres. Também ajudam os mais necessitados e os mais isolados.

Ação do missionário deve estar palpada em ter:
·         Ter a chamada de Deus para este ministério.
·         Espírito de servo.
·         Ter fé, coragem e estar disposto até a morrer para salvar outras pessoas.
·         No mínimo, o básico da Bíblia e ou, muito amor ao próximo.
·         Boa saúde.
·         Preparação para a vida no local, relativamente à realidade cultura da sociedade.
·         Uma base forte de antropologia.
·         Conhecimento da língua ou a disponibilidade para a aprender.
·         Conhecimento dos objetivos e características do trabalho.
·         Preparação para a reintegração na sociedade de origem após um afastamento prolongado.
·         Além de tudo isso, fazer um treinamento transcultural caso seja chamado para trabalhar em outra cultura muito diferente da sua.
·         Conhecer a cultura, religião, hábitos e regras sociais do povo da região de destino para não cometer erros ou ofender alguém.
·         Estar disposto a dedicar muito tempo para aprender o idioma local.

Portanto, para que todo acima citado aconteça o missionário deve ser:

1. Um estudante afinco da Palavra de Deus (2Tm 2.15);

2. Cheio do poder do Espírito Santo (At 11.24);
3. Direcionado por Deus (At 8.6-13; 10.9-16);
4. Acalorado (At 14.20-22).

5. Amante da meditação da Palavra ( Sl 1.2)

O missionário deve ter:

1. A certeza da salvação (2Tm 1.12; 2Co 4.13);
2. A convicção do chamado (At 26.19; 2Tm 4.5);
3. Uma vida de oração (At 13.1-3; Rm 12.12);
4. Profunda paixão pelas vidas perdidas (1Co 13.1-8). 
5. Renúncia de tudo que for necessário (2Co 11.23-28);
6. Saber que o mundo sem Jesus está perdido (Rm 6.23).


Conclusão

Portanto, por causa do seu chamado, o missionário não encontra nenhum prazer nem realização a não ser fazendo a obra missionária. Se você é crente em Jesus Cristo não há alternativa. Não existe meio-termo nem outra saída. A ordem foi dada (Mc 28.19-20). Todos os missionários em Jesus pertencem ao povo de Deus e como tal todos devem participar da missão. Missão não é um privilégio de alguns, é responsabilidade de todos que tem chamado. O cristão tem muito que fazer, muito que realizar. Não lhe falta oportunidade de missão. Ao finalizar farei uma breve reflexão gostaria de fazer uma referência a uma etapa que, às vezes, passa despercebida: o regresso, temporário ou definitivo, do missionário à Igreja que o enviara. No Evangelho de São Lucas, Jesus envia os discípulos dois a dois em missão, à sua frente. Eles partiram, tentaram pôr em prática os ensinamentos do Mestre e, mais tarde, “voltaram cheios de alegria” contando a Jesus tudo o que tinham realizado. Estavam particularmente radiantes porque, diziam eles, “até os demónios se sujeitaram a nós, em teu nome”. Lendo o relato evangélico notamos que Jesus refreia o optimismo e o entusiasmo dos discípulos, recordando-lhes que tudo aquilo que fizeram é devido ao poder de Deus e não ao mérito pessoal de cada um deles. Aliás, Jesus parece recomendar que não se deixem cegar pela contemplação dos prodígios realizados (Lc 10,17-20).
Regressar é, neste sentido, voltar às origens, à comunidade que enviou à fonte de onde brota a vocação missionária. Regressar faz bem à missão, fortalece os laços entre as comunidades, cria elos recíprocos, faz crescer a unidade e promove a partilha, não só de bens materiais mas, sobretudo, de experiências de fé. Recordemos a este propósito o texto dos Actos dos Apóstolos que descreve o regresso de Paulo e Barnabé a Antioquia após a sua primeira viagem missionária (Act 14, 26-28). Reuniram a comunidade que os tinha enviado e “contaram tudo o que Deus fizera com eles, e como abrira aos pagãos a porta da fé”. O regresso serve, pois, para animar a comunidade cristã e fazer crescer a esperança narrando as maravilhas que Deus faz por esse mundo fora.











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